sábado, 21 de maio de 2011

Medo antagonista

Queria voltar a escrever
Dando conta de que minhas palavras
Decifrassem o que me vai na alma
Mas me pego cometida pelo medo voraz
Que mais uma vez fala sem piedade:
“Tudo que é bom, dura pouco
O que estás a viver é só seu”
Peco em assim deixar,
Mas o medo é personagem
Antagonista e infantil
Faz de mim um ser  pequeno.
Fecho os olhos e tapo os meus ouvidos
E por uma fração de segundo
Sinto o abrigo
E mais uma vez me permito e fico
Até onde não sei
É  incerto, será?

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Falando com Deus

Deus...
Hoje eu parei pra ler sobre Providência Divina
Acho que buscava entender sobre os novos acontecimentos
Continuo tendo fé, mas esqueci da força em mover montanhas
Estou aqui questionando sem autoridade para tal ato.

Confesso que uma mistura de emoções me acompanha
Ora me vejo feliz
Ora me abandono
Já compreendi que de suas mãos só saem maravilhas
Que tenho que ser forte e assumir com Amor
A nova vivência que a mim confiaste.

Agradeço por cada passo compreendido
Pelos amigos da vida que se enternecem
E vibram positivamente...
Seria ingrato de minha parte não ver tudo isso
São muitos braços estendidos que pensei que estariam cruzados.

Agradeço a nova missão e a divisão da mesma também
Afinal de contas, é alguém que me é muito caro
Uma pessoa muito especial que me olha com proteção
Aquela que um dia orei Te pedindo...

Pois é ...no fim, até me esqueci dos questionamentos
Curvo-me a ti nesse momento de reflexão e renovação
Para dizer-te que serei forte e guerreira
E que espero vencer as convenções inoportunas e inefáveis
E confiar no que me  é preparado diante da Tua Luz!
Assim seja

sábado, 16 de abril de 2011

Deixai nascer

Inicia em minha vida
Nova  vida
Muda a rotina
Que agora encontra novos motivos
Para não mais se calar
Canta o desenrolar dos fatos
Que acorda o enredo
Cansado de sonhar
Realizo o que não materializei
Mas que de certo, um dia pensei
Peço,em prece sentida...
Deixai nascer
O coração que bate
E que brilhará o céu
Que hoje é meu viver!

terça-feira, 22 de março de 2011

Em lascívia

Entre quatro paredes
Aprovamos e nos provamos toda improvável cena
Mesclamos a pele que no lençol se mistura
Unimos bocas e perdemos pernas
Que entrelaçam as mais devassas acrobacias.
E nesse desembaraço, figuram amassos
Perco-me em libertinagens
Sou outra, vivo a luxúria
Que por ora é pura... pudica
No entanto,hoje, sem pudores,  permito-me a travessuras
De cama, de colo, de corpo
De chão, de imaginação
Devanear... Devanear...
Assim estou eu, nesse misto de Coisas Boas
Na ânsia de outra vez, em você me encontrar!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Laço-presente

Envolvida num infinito verde
Permito-me aos sons mais calmos
Em que a gota de orvalho faz-se entendida
Respiro o distante e o novo

Certamente sinto-me mais próxima de Deus
Por meio de uma natureza em excelência,
Compreendo Sua força e proteção
Preencho o que poderia ser vazio

É o recomeço...
Aproveito o novo contexto
Não importa o que passou, muito menos o que virá
Desato, vagarosamente e confiante, cada laço
É a caixa tempo-presente que aqui está
Que eu viva e  anule os medos
Novas surpresas: preciso acreditar!!!

terça-feira, 15 de março de 2011

Rascunhos de um poeta

São várias as moedas que joguei no mar de minha sorte
Cada momento do ritual cheio de boas intenções
Diz aí o homem de fora
Que disso, o inferno tá cheio...

E meu coração sensível a dor e a alegria
Vê cada proeza com pouca vaidade
Nada astuto, maldito insulto
Bendito é só o próprio querer

Versos soltos e insossos curvam sem rumo certo
Nem tem muito a dizer,
Esbanjam o pouco homem que sabe ser
Nada quer...nem sabe perder

Confundo vozes
Teço linhas que ora torcem...ora maldizem
E ainda encontro gozo na rima inutilizada
Que assombra a longa estrada...


domingo, 27 de fevereiro de 2011

Quem sabe

Eu também não pensei que assim seria
Acordar e querer você
Não só por um dia.

Um querer que não se explica
Que faz tão bem que chega a dar medo
Quando  perguntam sobre o que é
Guardamos o nosso colo como segredo

Ouvi dizer que não devemos amar só com o coração
Até porque as emoções se misturam
E de tão tolo que é
Costuma se enganar...se iludir
Desequilibrar-se  em sonhos.

A razão aqui condensa tudo
Reflito e permaneço mudo.
Quem sabe, agindo assim, não estamos certos?
Afinal de contas, mais do que muitos casais
Estamos aperto-perto!