segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Doce insônia

Eu me remexo na cama em busca de paz
Meu corpo não encontra a calmaria,
Exigida para o descanso desse dia
A cabeça viaja distante...
Talvez o sono fosse importante...

Onde está o doce do seu gosto,
Além de aqui na minha boca,
Que tem sede de reviver esse gostoso prazer?
Aguçou instintivamente o paladar
Quero de novo ao teu lado
Mergulhar nesse pecado

Se o sono assim viesse
Esse desejo que aqui apetece
Ao menos adormeceria
E no surreal eu acordaria
Pra gente se perder...

sábado, 11 de setembro de 2010

Findam-se os versos

Não sinto mais segurança pra escrever
As palavras já não me completam
Os versos não se conectam
Ao que eu sinto,ao que eu quero

O teclado parece infinito
As letras não silabam o meu instinto
Não tenho dom para mensurar a emoção
Aos versos do meu coração

Pausa...findam-se as linhas
A fim de repensar a minha insegurança
No ato de escrever o que hoje me cansa!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Amor "incom-respondido"

Eu te amo de uma maneira tão diferente
Que nem nas linhas desses versos
Minha criatividade será capaz de decifrar
Nem mesmo o meu olhar é capaz de revelar

Aceito a disciplina dessa emoção
Já entendi que não sou a sua canção
Não é um sofrer...mas eu tenho cada dia um maior querer
Impossível de aqui dentro conter

Minha respiração corre em fina sintonia
Minha voz emite a doce alegria
Há palpitações...desejos...vontades...
E incontrolável saudade...

Que a música que toca agora
Repare-me o semblante ao visualizar esse luar
E que eu possa torcer por você
Mesmo querendo muito te amar...

Meu castelo ruiu

Desde pequenina eu pensava em casamento
Ter filhos,amar, ser amada e ser feliz com um companheiro
Ter uma casa com quintal bem grande para poder brincar
E uma sala aconchegante para a família conversar

Cresci sem muitos modelos alegres
Mas tinha na minha cabeça um sonho a conquistar
Só não queria ser como a maioria das mulheres
Que enganava seus corações, deixando a vida as levar

Entreguei-me de coração, dedicando em uma relação
O que eu tinha de mais puro e sincero
De pensar que um dia juramos amor eterno.
Enredados em uma vida, que eu chamava de castelo

Perguntei-me por pouco tempo o que houvera
Afinal de contas, ninguém é o que se espera
Mas quem não contribuiu com o Amor
Construiu muralhas de dor

E que seja eterno enquanto dure
Nunca gostei desse pensamento
Que eu ouvi como consolo
Em momentos de tormento

Depois dos muros pintados com a cor da harmonia
Eu tenho esperança nos novos dias
Juntando o que sobrou...repensando quem eu sou
E pedindo mais amor para todas as famílias.
E que eu viva a alegria!

Philia

Acredito assim...sonho dessa eloqüente maneira

Na tradução do amor-viver

Amor-aprender

Amor-querer

Amor-adular

Amor-retribuir

Amor-você!!

Amizade???

O que eu tenho que aprender?
Eis a minha pergunta...
Eu sei...já prometi não mais questionar
A tal da malícia...não adianta...não consigo assim encarar...

Ninguém é igual a ninguém
Isso eu já entendi...
Ainda não aceito alguns conceitos...
Eu sei que nem todo mundo sabe direito...

Aceitar como são...
Não é o problema...
Mas se é amiga minha porque deseja o pouco que sou?
Aí está o meu dilema...

Talvez expressá-lo nem venha a valer a pena...
Como aceitar que não posso conversar com você
Dividir as minhas alegrias...
Por medo de infelizes energias...
Que eu não acredito que venham de você!




A simplicidade de escrever

Quem escreve muitas vezes se perde
Sente uma forte necessidade de escrever
E... escreve ... escreve sempre a verdade
Hipocrisia nos versos nem é maldade...

Veste-se de lirismos... cria...fomenta neologismos
Abre o coração, às vezes esmerilhado de emoção
um pouquinho de tristeza
que enriquece os versos de pureza
e ainda, pensa em compor canção!