sábado, 25 de dezembro de 2010

Permissão

Eu só quero a permissão
Para invadir o teu coração
E te fazer feliz
Às várias maneiras

Quando a gente se deixa
Não há nenhuma queixa
É difícil vê-lo entristecido
Sem meios para persuadir

Abra a guarda meu moço
Deixa-me chegar
O que eu sinto, mesmo que não permita
Não adianta, não vai mudar

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Ternura

Ternura
Sinta o melhor modo de conduzir as coisas
O olhar meigo que acalma
O beijo doce que envolve
A verdade que soa nos ouvidos
A construção de um novo abrigo.

Destrua as desventuras
Apossa-te de todo o bem querer
Face aos afagos enternecidos
Deixa-me fazê-lo apetecer.

Lamentações de um errante

Que mal fiz ao mundo
Quando reconheci o amor?
Sentimento tão intenso e contraditório
Que causa em mim a cruel dor

Você identifica
Que a vida toda não soube amar
Quando achou que fez a coisa certa
Cortaram-te as asas do sonhar

Ninguém sobrevive a tal sentimento
Nesse contexto ansioso
Em que a brevidade das coisas
Causa lamento
Tormento
Demonstrações opacas
Não há nada cá dentro!



Apenas querer

Eu quero o sono tranqüilo
Dos amantes depois de uma noite de amor
Eu quero a verdade no ouvido
O colo que cobre, dá segurança e calor

Eu quero o corpo que dá prazer
Eu quero a canção mais bonita
Daquelas escritas na cama
Enquanto você diz  me querer

Tudo que almejo
Bem de longe eu vejo
Desespera o peito
Não vai acontecer?

O iludido

Faça do desamor uma poesia
Um canto de dor nas insanas noites de boemia
O telefone não toca
Sua falta angustia

Não quer nada mais
Sem ela  tudo é tanto faz
Nada vale na noite
Nem no riscar do dia

Ignora o choro do homem
Que não se envergonha do que sente
Pois muito ama aquela dona
E quer em verso viver o sonho eloqüente...

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Tal qual

Em branco e sem pauta
Sem rasuras e rabiscos
Em branco
Assim é a folha...
Nova ...sem margem...plana
Exigente pede que se preencham
Palavras...cores...corações
Eu e você cheio de rascunhos amassados
E mal traçados
Contrastando o papel
Em branco
O que há em nós  tal qual a folha
Que está ali na escrivaninha
Aguardando que escrevamos a nossa história. 

Pena

É pena ter chegado depois
É pena ter começado antes
Eu sei o que você quer,
Posso o que você precisa
Mas não sou quem você incita

 Oh meu pesar!
Fui eu quem brincou de amar
Agora para o meu contentamento
Despedaço esse lastimável sentimento

 Não entendo as coisas do coração
Nem sei administrar o meu querer
O que sei e por ora compreendo
É que aturdido vou  morrendo