domingo, 23 de janeiro de 2011

Livre para sentir

Anseio a possibilidade de ser livre
De permitir-me a leveza das asas
Ante ao vôo sublime
Em busca dos meus coloridos sonhos

Proponho-me a irreverência das coisas
A suavidade das amarguras
A beleza dos olhos
A inspiração da vida

Fujo de todo e qualquer confinamento
Que corrompa a alma
Proíba o coração
De viver o doce dos sentimentos

Assim se é livre
Destemidos de amar e sofrer
E nessa perspectiva 
Eu hei de viver!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Olhos de Ressaca

Sozinha diante da imensidão
Perturbo todos os meus sentidos
Com o pensamento que insiste em me matar por dentro

Disfarço a lágrima amarga,
Minto comoção ao lado de ninguém,
Esse alguém inventado
Que seca as minhas dores.

Infindável cólera me acomete
Por ainda sim bancar a boazinha
Oh! Olhos meus, provoquem a tal ressaca
Tal qual a desse mar quando se revolta!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Indagações ao Cupido

Cupido recebeste tal incumbência
Onde está a sua decência?
Não vê a mulher que chora?
Não vê o homem que sofre?

Diante de tamanhas interrogações
Quero lembrar-te:
És um menino alado de posse de um arco e flecha
Diz  encarnar o amor e a paixão
Porém sempre erra  a  seta!

Sinto em seu olhar a malicia
Diante das possíveis combinações
Sua tarefa não é de criança
Tal qual Narizinho em suas reinações

Acorde o meu Amor
És minha única esperança
Não seja tão descuidado
Pois eu vejo que no Amor
As coisas estão dando tudo errado

Parece mais a Quadrilha de Drummond!
Não, não isso não é bom
Se o amor não é correspondido
De que adianta as suas flechadas?
Responda-me Cupido

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Manual da rejeição

Eu não sabia que tão cedo eu receberia
Um escrito com palavras tão doentes
Daquelas que responsabilizo a minha solidão
E que só o remédio do bem querer pode curar

Bem querer ... bem querer...
Quem me dera saber que tão cedo
Você me faria perder?

Eu não entendo metade do que me diz
Com o corpo, os olhos , a voz
Tudo é rouco e soa pouco
Tão longe...

Não posso ler...não quero nem mais olhar
Esse manual sem intenção
Que só me leva a pobre rejeição
De quem não se deixou  amar

Combinações em tom


Façamos uma letra pra nós dois
Eu escrevo um verso
Você o outro depois
As rimas depois se combinam
Assim como nós dois

O refrão deve acentuar o afeto
Esse que nos faz tão perto
Com palavras doces e ritmadas
Que cantam a nossa cantada

Dê-me a  letra que eu copio a caneta
Quanto à canção?
Não precisamos procurar não
As cifras estão demarcadas no coração
E ficarão belíssimas em seu violão.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Loucura poética

Age com o teu consciente
Pois quando o coração da vida se apossa
Você se perde
Você perde

O coração nos faz fugir do real
Segundo Hegel
A loucura é um simples desarranjo
E para mim ela descontextualiza o tudo

O louco sente a esmo
Se perde ao extremismo
Envolvido ao misto dos piores sentimentos
Não sabe se é culpado...
Pois não se faz ciente dos seus atos.


Não que eu busque a total sanidade das horas certas
Mas eu quero a loucura poética
Das musas que se percebem amadas
E que para alguém nesse mundo significa....

sábado, 25 de dezembro de 2010

Permissão

Eu só quero a permissão
Para invadir o teu coração
E te fazer feliz
Às várias maneiras

Quando a gente se deixa
Não há nenhuma queixa
É difícil vê-lo entristecido
Sem meios para persuadir

Abra a guarda meu moço
Deixa-me chegar
O que eu sinto, mesmo que não permita
Não adianta, não vai mudar