quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Armadilha furada

Vou criar uma armadilha para esse meu jeito de olhar
Quando me faz acreditar que todos me querem bem
Vou tomar essa poção que vai me tirar a emoção
Vou ficar mais esperta!

Amigos... amigos ...amigos...
Todos se dizem assim
Vai...saia de perto de mim
Você não ri com a minha alegria
Gosta mesmo é da minha agonia...
Por bem ou por mal
Eu vou me cuidar melhor
Nessa armadilha criada
Vou ficar afiada...

Não vou me envenenar com o seu fingimento
Transparência eu tenho
E... por Deus!!! Eis o meu lamento...
Você perceberá sempre o meu tormento!!!

Ser Humana

Emotiva...descabida...prepotente...imponente
Alegria... boemia... sonhadora... encantadora
Eis que cito algumas características que personificam
A tal humana...

A mim já foi dito em coro
Por pessoas diferentes
O que me falta é malícia pra entender:
Na relação com outro ser, há sim a falsidade...
Faz-se preciso a artificialidade
E eu posso gostar de ver o outro sofrer...
É complicado aceitar
Ainda mais pensar... que a minha dor pode ser a sua paz...
No meu mundo dito por você “fantasioso”
Não entra isso não
Há razão e emoção... E com o tempo aceitação...

As pessoas que aqui chegam
Recebem o que eu acredito...
Amor, carinho, respeito...
Vem, chega mais perto que eu te aceito
É assim que eu sinto...

domingo, 5 de setembro de 2010

Possibilidade

O que pensar dessa vida em um mundo de possibilidades?
É possível que seja... Certeza, incerteza...busca da maturidade
Não há como impedir-me das novas chances
Quando uma já me foi dada...

Seria ver-te como algo transitório
Não considerando a beleza da sintonia.
É passível de erro a sua consideração,
Um devaneio do ego à razão

Não te proíbo de assim ver a realidade,
Que eu materializo em alegorias de contos de fada.
Que me trazem o gosto do impossível
Que me alimentam a alma, acendendo a chama do imprevisível

É assim... Impossível de se esconder
Nos versos escritos aqui, o meu querer
Só não me negues o impetuoso ritmo dessa verdade
Mesmo por não se considerar minha doce possibilidade!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Além das preliminares

No seu toque eu sinto as mais famigeradas fantasias

Umedeço-me e ligeiramente me prostro diante de ti

Ligeiramente com a boca mais próxima...

Ofegante... Aproveito o seu gosto

Com a  língua em incansável movimento...



Com o olhar... Peço-te que me dispas...

Com os dentes, arranque as peças menores...

Envolvendo-me com suas mãos

Que percorrem meu corpo que exala prazer



Em delírio nos enrolamos

Desencontrando as nossas próprias pernas

Que se perdem nas posturas mais sacanas

Na busca do êxtase total...

Os bicos dos meus seios denunciam minha intenção

Sua boca se entrega a eles

Indo com a  língua às mãos...



A respiração está ofegante...

E os gemidos confessam a nossa ebulição

Você goza...eu gozo...gozamos

Na  insaciável  atração...

Quebra cabeça das relações

Encontrei um jogo infindável e sem respostas
Sem manual instruindo como jogar
Não explica ainda, os passos pra se perder ou se ganhar
Dos adversários... Quem são eles?
Se não o meu próprio eu, conflitante a ansiar.

As peças vão se encaixando...
Conforme os anos, vou experienciando...
Na contribuição de cada um
O elo vai criando...

A amizade é um amor que nunca morre...
Assim li outro dia nos versos de um poeta brasileiro...
Paradoxal tentar definir sentimento de tal grandeza
Certamente seria anular a sua beleza

Por isso vou ficando aqui...
Refletindo a minha contribuição nessa relação
Tão intrínseca e fugaz

A meu ver, no fundo... No fundo...
Até cresci o suficiente...
Para compreender que nem sempre
A reciprocidade será o que se espera!

Segredo

Vou te amar bem quietinha
Pois tenho medo que se ausente...
Meu sentimento é tão puro...
Como ver no céu as estrelas cadentes...
Não me habituo às metáforas...
Na minha linguagem tão simples de dizer
No meu erro tão caro de rimar...
Estou registrando em versos
O que eu tento segredar...

Brigo comigo toda hora...
Só porque eu sinto
O que eu não posso falar...
Acho estranho... Às vezes triste
Tudo bem... Não vou revelar...
O que você já sabe...
E que nem se atreve a conversar!


Você, meu refrão


A gente foi se aproximando...
A química rolou...
Os corpos se encontraram...as bocas se beijaram...
Então...tudo mudou...


Compreendo como você vê...
Entendo o que você sente...
Não me sinto culpada...
Foi de repente...
De um coração tão ausente...
Hoje eu estou melhor como sou...


Quando você está por perto
É mais do que amigo...de certo
Como é essencial na canção,
Enfatiza a intenção,

Você, meu refrão...
Você, meu refrão
Não dá para segurar a paixão


Despertou meu repertório...
Não importa se eu choro...
No seu colo,o remédio
Sem rotina...anula o tédio


É você que eu tanto quero...
Não te tenho, mas te espero
Você, meu refrão
Você, meu refrão
Não te preocupes...estou vivendo
Mesmo sem teu coração.